Artigo: Redução de desperdícios na fabricação de radiadores
ABNT: REDUÇÃO DE DESPERDÍCIOS NA FABRICAÇÃO DE RADIADORES, FÁBRICA “RADIADORES BRASIL”
Projeto de sustentabilidade e redução de desperdício
Blog criado para a disciplina Fundamentos de Eletricidade e Magnetismo da Universidade São Francisco, visando apresentar um projeto que tem como princípio identificar e evitar o desperdício nos locais de trabalho.
quinta-feira, 28 de maio de 2015
Ações do Controle de Qualidade
- AÇÕES PARA REDUÇÃO DE DEFEITOS
Em janeiro de
2013 a ferramentaria da empresa Brasil Radiadores se comprometeu junto a sua
diretoria industrial, a desenvolver ações para redução destes defeitos ocorridos
na linha de produção.
Nos últimos dois
anos, foram criados alguns controles para entender o comportamento do defeito,
gerando ações no ferramental com o intuito de diminuir o defeito.
A qualidade da
empresa orienta os operadores a parar no primeiro defeito, mas nem sempre isto acontece
muitas vezes uma ocorrência na linha de produção, significa mais de um defeito.
1.
AÇÃO I:
1° SEMESTRE DE 2013: 55 ocorrências foram
registradas e 350 peças sucateadas.
Foi criado um documento para registro diário de
ocorrências com fechamento mensal para avaliações e discussões referente às
ações.
2.
AÇÃO II
2° SEMESTRE DE 2013: 41 ocorrências registradas e 245 peças sucateadas.
Foi criada uma planilha de limpeza e lubrificação envolvendo as
ferramentas com maior índice de ocorrências referente ao defeito.
3.
AÇÃO III
1° SEMESTRE DE 2014: 39 ocorrências registradas e 205 peças sucateadas.
Foi criado um alerta de qualidade, dizendo que todas as ferramentas após
a produção deveriam passar por polimento
das morsas que executam a dobra do coletor.
4.
AÇÃO IV
2° SEMESTRE DE 2014: 21 ocorrências
registradas e 100 peças sucateadas.
Devido aos diversos controles criados até então por
iniciativa da ferramentaria ou exigência da qualidade, percebeu-se que muita
perda de tempo e dinheiro com o defeito, com isso, foi necessário o
desenvolvimento de um jogo de morsa aprova de defeitos ou com prazo de validade.
Foi feito contato com a empresa Balzers de
revestimento superficial em busca de desenvolver um novo conceito de morsas.
Com a acessória da empresa foi construído um novo jogo de morsas que respeitava
as características do coletor a ser dobrado por ela.
Após algumas avaliações foi definida uma folha de
processo para construção das novas morsas.
- IMPLEMENTAÇÃO E MONITORAMENTO DAS MORSAS NOVA
1° SEMESTRE DE 2015:
Houve a implementação de um novo jogo de morsas como piloto que
atualmente são monitoradas a cada seis meses de acordo com cronograma, caso
seja validado, a melhoria será multiplicada para as demais ferramentas
existentes.
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Ilustração
Neste tópico é possível ver a diferença entre a peça com e sem defeito, além de conhecer o maquinário envolvido na fabricação do radiador.
Teste Submerso
Consiste em injetar ar no radiador quando o mesmo esta submerso e com isso pode-se verificar se há vazamento na peça.
quarta-feira, 25 de março de 2015
REDUÇÃO DE DESPERDÍCIO EM LINHA DE PRODUÇÃO DE RADIADORES
O radiador serve como trocador de calor no sistema, o líquido aquecido
proveniente do motor, ao passar pelos dutos do radiador sofre um resfriamento
devido à circulação de ar pelas suas aletas, o líquido resfriado retorna
novamente para o motor, a fim de refrigerar.
Este dispositivo se localiza na parte frontal do automóvel,
de modo a facilitar a passagem do ar.
2. HISTÓRIA DO RADIADOR
Na década de 1880, inventor Karl Benz foi projetar e
construir "carruagens sem cavalos", o precursor do início dos
automóveis. Usando simples motores de combustão interna ele percebeu um
significativo aquecimento interno do motor, o suficiente para ferver a água
usada para resfriá-los.
Para resolver isso, Benz desenvolveu um sistema de tubos em
espiral que tinha como finalidade resfriar a água que passava pelo motor, para
que em seu retorno ao motor absorve-se mais calor.
No entanto, Wilhelm Maybach avançou radicalmente o desenho
do radiador automotivo, na virada do século. Em vez de um simples conjunto de
tubos em espiral de grande porte, ele projetou um radiador feito de milhares de
minúsculos tubos de seis milímetros quadrados soldados juntos em um arranjo conhecido
hoje como colmeia retangular. Este projeto aumentou significativamente a
performance térmica dos radiadores da época.
·
Evolução
Como projeto do motor evoluiu, assim fez o design do
radiador. A partir da década de 1920 à década de 1940, as grandes montadoras
como General Motors e Ford testaram outras mudanças, como alterar a forma e
tamanho dos tubos de núcleo do radiador. Outra mudança inclui a introdução de
ventiladores e bombas para o sistema para forçar a circulação do ar e do
líquido de arrefecimento através do sistema de radiador.
3. COMPONENTES QUE COMPÕEM O RADIADOR
3.1 Colmeia
3.2 Tubo
3.3 Aleta
3.4 Coletor
3.5 Junta de borracha
3.6 Caixa plástica
4 RADIADOR PRONTO
PARA COMERCIALIZAÇÃO
5 DEFEITO NO
RADIADOR E SUAS CONSEQUÊNCIAS
O defeito mais
comum em um radiador durante sua fabricação é o coletor aberto, pois gera o
vazamento do liquido entre o coletor e a caixa plástica. Isto ocorre durante a
montagem da caixa plástica com o coletor, existe uma ferramenta chamada FE
(Fechamento), própria para execução desta operação que consiste em dobrar os
dentes do coletor pressionando-os sobre a caixa plástica. A má execução desta
dobra gera o defeito e tem como consequência o não funcionamento do radiador,
pois com vazamento nesta região existe o risco de explosão da caixa devido à
pressão exercida durante o trabalho, consequentemente o radiador é sucateado.
6 IMPACTO
FINANCEIRO E AMBIENTAL DO DEFEITO
Em dois anos
foram computados cerca de 900 defeitos, ou seja, cada defeito significa um
radiador jogado fora, com custo médio de R$ 120,00 por peça o valor
desperdiçado devido a esse defeito chega por volta de R$
108.000,00
para repor as peças com defeito que foram descartadas.
Quanto ao
impacto ambiental, o que é sucateado vai para reciclagem, mas para repor o que
foi perdido são fabricados outros 900 radiadores gerando gastos energéticos,
como por exemplo, o consumo de recursos hídricos, de matéria prima, entre
outros.
Se o desperdício
pudesse ser evitado seria muito benéfico em termos financeiros e ambientais.
quinta-feira, 5 de março de 2015
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